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Baptistonia riograndense (Cogn.) Chiron & V.P.Castro
Guy Robert Chiron & Vitorino Paiva Castro, Richardiana 4: 118. (2004).

Oncidium riograndense Cogn., Fl. Bras. (Martius) 3(6): 446. (1906). (basiônimo)
Oncidium x cassolanum V.P.Castro & Campacci, Richardiana 1: 114. (2001).
Baptistonia x cassolana (V.P.Castro & Campacci) Chiron & V.P.Castro, Richardiana 4: 117. (2004).


Descrição

De vegetal muito semelhante ao de B.cornigera e ocorrência praticamente a mesma daquela espécie, B.riograndense tem flores normalmente um pouco maiores. A grande diferença, contudo, é na morfologia floral, particularmente nas calosidades do labelo.
A espécie foi descrita como Oncidium riograndense por Cogniaux em 1906.
Em 1926, foi descrito, por Schlechter, Oncidium albinoi, que consideramos sinonímia, aceitando a proposta de Americo Docha Neto, Dalton Holland Baptista e Patricia Harding (2011). Também é sua sinonímia Oncidium pabstii, descrito em 1998 por Campacci e Espejo, variedade encontrada na região Sudeste do Brasil.
Com a revisão de Chase e Williams (2009), o nome aceito pelo Royal Botanic Gardens hoje é Gomesa riograndensis (Cogn.) M.W.Chase & N.H.Williams, mas seguindo a Lista de Espécies da Flora Brasileira publicada pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, seguimos tratando a espécie como Baptistonia riograndense.
Sua ocorrência inclui os Estados do Sudeste e Sul do Brasil, bem como Argentina e Paraguai. Floresce no verão.
A planta é epífita, com até 30cm de altura, com crescimento entouceirado e ereto. O rizoma é curto, fazendo os pseudobulbos se apresentarem muito aglomerados. São fusiformes e alongados, forma que lhes deu o conhecido apelido de ‘charutinhos’. Verde-escuros e bifoliados, têm tamanho entre 6 e 10cm de comprimento. As folhas são lustrosas e coriáceas, com até 18cm de comprimento por até 5cm de largura. A inflorescência é lateral e paniculada, com muitas ramificações; surge na base dos pseudobulbos e forma um cacho pendente, um pouco mais curto do que em B.cornigera, dificilmente passando de 30cm de comprimento (enquanto B.cornigera frequentemente passa de 50cm).
Um detalhe observável tanto em B.riograndense como em B.cornigera é o longo tempo de desenvolvimento da haste floral, que leva meses entre o momento em que desponta e a hora em que abrem as primeiras flores.
Suas flores podem passar de 2,5cm de diâmetro e são predominantemente amarelas, maculadas de marrom avermelhado. Apresenta muita variedade da forma desse colorido das máculas.
As sépalas laterais são concrescidas em até ¾ de seu comprimento. O labelo é trilobado e com um grupo de quatro calosidades muito nítidas, no qual reside a grande diferença para com B.cornigera: B.riograndense tem na base do labelo um grupo de calosidades costeladas, seguidas por duas calosidades corniformes (menores que as de B.cornigera), uma calosidade central em forma de coração invertdo ou ‘V’ invertido e um grupo final de verrugas disformes, que avança sobre o lobo médio do labelo.
São relativamente comuns exemplares com flores trilabélicas, com as pétalas reproduzindo parcialmente algumas das calosidades do labelo.
O nome ‘riograndense’ é referência ao local onde foi encontrado o typus, o Estado do Rio Grande do Sul. Há uma pequena confusão envolvendo esse epíteto, pois a descrição Baptistonia riograndense deveria ter sido grafada Baptistonia riograndensis, pois o epíteto da espécie deveria vir no feminino – e não no masculino, ‘riograndense’, aplicável apenas se o gênero é masculino, caso de Oncidium. Mas Baptistonia é feminino, então deveria ser Baptistonia riograndensis. Por esse motivo, essa grafia também é aceita.
O suposto híbrido natural entre Baptistonia riograndens e Baptistonia cornigera, denominado Oncidium x cassolanum V.P.Castro & Campacci, descrito há vinte e poucos anos e encontrado na região do vale dos Sinos aqui no Rio Grande do Sul, hoje é considerado uma variação de Baptistonia riograndense.

Época de floração

Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro


Fotos



Variedades de Cor e Forma



Estudos





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