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APRESENTAÇÃO

O Rio Grande do Sul, estado mais meridional do território brasileiro, apresenta em seus 284.000 km² e inúmeras fitoregiões um número superior a 400 espécies de orquídeas com ocorrência comprovada. Deste total, cerca de 1/3 são orquídeas terrestres e rupícolas, enquanto os 2/3 restantes correspondem às orquídeas chamadas epífitas, que geralmente vegetam em troncos e galhos. Embora a presença das orquídeas se verifique na totalidade do território do Rio Grande do Sul, a maior parte das espécies se concentra na região leste do Estado, em uma faixa paralela ao litoral, distribuída principalmente nas zonas remanescentes de mata atlântica e, ainda, na região serrana, na chamada floresta ombrófila mista.

Vale destacar que se as espécies epífitas são as que têm maior número de representantes, boa parte dessas espécies são representantes do que se costuma chamar microorquídeas, caso por exemplo das espécies pertencentes aos gêneros da subtribo Pleurothallidinae (Acianthera, Anathallis, Barbosella, Octomeria, Pleurothallis, Stelis e outros). A maior parte das espécies desses gêneros vegeta nas partes inferiores das árvores, garantindo assim a sobreviência sob uma umidade adequada. Já as espécies de gêneros pertencentes às subtribos Oncidiinae , Laeliinae e Maxillariinae salvo algumas exceções vegetam em galhos mais altos, buscando maior luminosidade.

As espécies terrestres, por sua vez, podem ser divididas em duas categorias básicas: as orquídeas terrestres que vegetam dentro das matas (plantas geralmente mais sensíveis e que crescem na sombra, como por exemplo, espécies de Malaxis, Corymborkis, Prescottia, Cyclopogon e Liparis), e as chamadas orquídeas terrestres de campo, que necessitam de mais luminosidade, algumas habitando em solos bastante drenados, caso de plantas como Sacoila lanceolata e Epidendrum fulgens, e muitas em solos úmidos e em banhados, como Cyanaeorchis, Habenaria e Veyretia.

Este trabalho, sem jamais pretender ser exaustivo, representa um convite a melhor conhecer todo esse mundo das orquídeas gaúchas, com descrições e fotografias do maior número possível das espécies de orquídeas verificadas no Rio Grande do Sul, incluindo registros fotográficos da ocorrência nos habitats. Entendemos que o tema orquídeas do Rio Grande do Sul ainda carece de estudos abrangentes disponíveis ao público leigo. Historicamente, os trabalhos mais representativos do estudo das espécies de Orchidaceae gaúchas remontam a Rudolf Schlechter, que publicou em 1925 sua Orchideenflora Von Rio Grande do Sul, ao que se seguiram os trabalhos de Balduíno Rambo (Orchidaceae riograndensis, 1965, que enumerava 185 espécies de Orchidaceae para o Estado, consideradas representativas de 55% das espécies mencionadas até então para o Rio Grande do Sul) e inúmeros estudos de Guido Pabst. Paralelamente, há uma série de estudos acadêmicos publicados nas últimas décadas, vários dos quais utilizados para a elaboração deste site e incluídos na bibliografia apresentada.

As constantes alterações e revisões taxonômicas que têm ocorrido com a família Orchidaceae dificultam a atualização nomenclatural, razão pela qual alguns nomes aqui adotados podem não estar de acordo com algumas publicações científicas, ou gerar dúvidas e controvérsias a respeito dos nomes informados. Visando minimizar esse problema, sempre que possível estaremos incluindo as combinações e revisões nos dados nomenclaturais de cada espécie, estando evidentemente sujeitos a erros. Entre em contato conosco sempre que verificar algum equívoco ou surgir alguma dúvida a respeito das informações constantes do site.


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