Espécie de Pleurothallidinae descrita por Lindley em 1837 como Pleurothallis glumacea, transferida para Acianthera em 2001 por Pridgeon e Chase. Tem algumas sinonÃmias heterotÃpicas descritas no final do século XIX e começo do século XX: Pleurothallis crocea Barb.Rodr, Pleurothallis glaziovii Cogn., Pleurothallis vitelina Porsch. e Pleurothallis alexandrae Schltr.
É endêmica do Brasil, onde vegeta desde os Estados de Pernambuco e Alagoas até o Rio Grande do Sul. Costuma ser encontrada a pleno sol, formando extensas populações em troncos e galhos. É espécie resistente e de fácil cultivo e floração. Eventualmente aparece vegetando sobre rochas. Floresce na primavera.
Trata-se de planta de crescimento cespitosoque pode chegar a 15cm de altura, com rizoma de 0,4cm, ramicaules entre 2 e 5cm e folhas rÃgidas, lineares e sulcadas, entre 5 e 9cm de comprimento.
A inflorescência é racemosa, ereta e longa, do tipo espiciforme, ou seja, espigada. Surge em uma espata de até 0,8cm de portando em média entre 6 e 12 flores alaranjadas, que abrem todas ao mesmo tempo. As sépalas têm entre 0,7 e 0,8cm de comprimento e cerca de 0,2cm de largura. Todas têm veias escuras avermelhadas e as sépalas laterais são concrescidas desde a base até seu ápice. As pétalas têm entre 0,2 e 0,3cm de comprimento e 0,1-0,2cm de largura, com uma veia central. O labelo tem 0,3cm de comprimento e é trilobado – os lobos laterais são enrolados para dentro e o lobo central é alongado e papilhoso.
O nome ‘glumacea’ foi dado por Lindley considerando as brácteas florais da espécie, pois vem de ‘gluma’ = casca, pelÃcula.