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Acianthera saundersiana (Rchb.f.) Pridgeon & M.W.Chase
Alec Melton Pridgeon & Mark Wayne Chase, Lindleyana 16: 246. (2001).

Pleurothallis saundersiana Rchb.f., Gard. Chron. 1866: 74. (1866). (basiônimo)
Specklinia saundersiana (Rchb.f.) F.Barros, Hoehnea 10: 110. (1983 publ. 1984).
Pleurothallis felis-lingua Barb.Rodr., Gen. Spec. Orchid. 2: 18. (1881).
Pleurothallis josephensis Barb.Rodr., Vellosia, ed. 2 1: 117. (1891).
Pleurothallis juergensii Schltr., Repert. Spec. Nov. Regni Veg. Beih. 35: 54. (1925).
Pleurothallis insularis Hoehne & Schltr., Arch. Bot. Sao Paulo 1: 217. (1926).
Pleurothallis butantanensis Hoehne & Schltr., Hamburger Garten- Blumenzeitung 1: 209. (1926).
Pleurothallis auriculigera Hoehne & Schltr., Arch. Bot. Sao Paulo 1: 207. (1926).
Pleurothallis josephensis var. papillifera Hoehne, Arch. Inst. Biol. (São Paulo) 2: 22. (1929).
Pleurothallis josephensis var. integripetala Hoehne, Arch. Inst. Biol. (São Paulo) 2: 22. (1929).
Pleurothallis josephensis var. subcrenulata Hoehne, Arch. Inst. Biol. (São Paulo) 2: 22. (1929).
Acianthera insularis (Hoehne & Schltr.) Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 112: 118. (2007).


Descrição

Espécie com grande variação de tamanho do vegetal e das flores, e também do colorido das mesmas, Acianthera saundersiana foi descrita por Reichenbach em 1866, como Pleurothallis saundersiana. É uma espécie epífita (mais raramente, rupícola) de crescimento rastejante, com rizoma mais longo que outras espécies assemelhads (A.glanduligera, A.panduripetala), fazendo com que a distância entre os caules possa ser superior a 2cm.

Ocorre na mata atlântica, desde os Estados do sudeste brasileiro até o Rio Grande do Sul (segundo Luer, há ocorrência também na Bolívia e no Peru).

Apresenta caules sulcados, que variam de 1,5 a 10cm de comprimento, com dois entrenós. As folhas são coriáceas e também variam muito de dimensões, indo de 2 a 6cm de comprimento por 0,5 a 2cm de largura, com forma alongada e geralmente lanceolada, às vezes um pouco ovalada.

A inflorescência é normalmente uniflora, eventualmente com duas flores, e não tem espata floral. As flores apesentam variado colorido, do amarelo-esverdeado ao castanho, com ou sem máculas escuras. A sépala dorsal apresenta cinco venosidades longitudinais e mede entre 0,9 e 1,6cm de comprimento por 0,2 a 0,5cm de largura. As sépalas laterais são um pouco menores, variando de 0,8 a 1,2cm de comprimento mas com a mesma largura da sépala dorsal, e são fundidas em quase sua totalidade, formando um sinsépalo côncavo (sinsépalo é o termo botânico que designa o conjunto de sépalas concrescidas). Apresenta cada uma delas três veias longitudinais. As pétalas, por sua vez, medem entre 0,3 e 0,7cm de comprimento por cerca de 0,1cm de largura, têm forma geralmente espatulada mas que, conforme Cezar Neuberth Gonçalves (Estudos taxonômicos, morfológicos e biogeográficos em Acianthera, Porto Alegre, 2005) variam para uma forma linear em flores maiores. Apresentam três veias vinosas longitudinais.

O labelo varia de 0,3 a 0,6cm de comprimento por 0,2 a 0,3cm de largura, com verrugas por toda a sua extensão, e calosidades longitudinais. É levemente trilobado, ocorrendo espécimes onde não se pode distinguir os lobos laterais. Mais nítidos que os lobos laterais são as duas calosidades longitudinais paralelas e lineares que se estendem da base do labelo até quase a sua extremidade.

A coluna é curvada para a frente, medindo entre 0,2 e 0,3cm de comprimento.

A espécie floresce em diferentes períodos do ano, e o epíteto ‘saundersiana’ vem de William Wilson Saunders (1809-1879), botânico e entomólogo britânico homenageado por Reichenbach com o nome desta espécie.

Época de floração

Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro


Fotos



Fotos no Habitat



Variedades de Cor e Forma





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